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Aristides Leão

Aristides Leão

Em 1944, ao trabalhar em sua tese de doutorado pela Universidade de Harvard, o neurofisioligista Aristides Leão descobriu uma reação ocorrida no córtex cerebral e ainda não observada. O fenômeno foi batizado por ele de depressão alastrante, mas também ficou conhecido com "A Onda de Leão". Não são conhecidas as causas naturais que provocam o fenômeno, mas ele pode ser induzido por toque, choque elétrico ou substância química. A descrição da depressão alastrante colabora no diagnóstico de doenças como a epilepsia e a enxaqueca. De acordo com as investigações posteriores de Leão, ela não ocorre apenas no cérebro, mas também em outras estruturas neurais. O pesquisador também é lembrado por sua marcante atuação como presidente da Academia Brasileira de Ciências entre 1967 e 1981. Ele defendeu cientistas perseguidos pelo regime militar, criou publicações científicas e fechou acordos importantes à frente da ABC. Sua contribuição à ciência lhe rendeu importantes prêmios científicos como o Einstein, em 1961; o Álvaro Alberto, em 1973 e o Moinho Santista, em 1977. Nascido em 1914 e falecido em 1993, ele também recebeu homenagem póstuma da Academia Brasileira de Ciências, sendo eleito presidente emérito da instituição, cuja biblioteca ganhou seu nome.